A formação de professores para o uso da inteligência artificial pode ganhar consistência quando é associada à alfabetização midiática e informacional. Essa foi uma das ideias apresentadas pelo Instituto da UNESCO para Tecnologias da Informação na Educação (IITE) em uma sessão temática realizada em 27 de outubro de 2026, em Almaty, no Cazaquistão. O relato institucional foi publicado em 30 de outubro.

A atividade integrou a conferência internacional “Sustainable Central Asia: Silk Roads of Education, Arts, and AI”. Segundo o instituto, a apresentação de Tatiana Murovana abordou como competências tecnológicas e práticas de leitura crítica da informação podem ser desenvolvidas em conjunto. Entre os pontos mencionados estão verificação de fontes, reconhecimento de vieses, privacidade, integridade acadêmica e responsabilidade no uso de sistemas automatizados.

O IITE citou quatro cursos próprios sobre inteligência artificial generativa destinados a docentes do ensino superior. O material foi traduzido e adaptado pelo centro nacional de desenvolvimento profissional Orleu, do Cazaquistão, para utilização na formação de professores. Essa referência descreve uma experiência de capacitação; não equivale a uma medição independente de aprendizagem ou de qualidade das aulas.

Para universidades brasileiras, a discussão oferece um ponto de comparação: dominar comandos e ferramentas não substitui a capacidade de avaliar informações, identificar erros e explicar decisões pedagógicas. A adoção responsável de IA exige também atenção a dados pessoais, critérios de avaliação e autonomia intelectual de estudantes e educadores.

O comunicado da UNESCO IITE informa que a conferência reuniu mais de 70 representantes de governos, universidades e outras instituições. O número se refere ao encontro, não a participantes dos cursos ou a resultados educacionais. A fonte é um relato do próprio instituto, sem indicadores de eficácia apresentados.