A Secretaria Municipal de Educação de Marília, no interior paulista, relatou a realização, em 22 de outubro, de um encontro de formação continuada dedicado ao uso ético da inteligência artificial no trabalho de educadores. A atividade integrou a agenda de professores coordenadores das escolas de bebês e contou também com diretores e docentes, segundo a comunicação oficial.
O objetivo apresentado pela prefeitura foi discutir como ferramentas de IA podem ser utilizadas no planejamento de atividades, na elaboração de relatórios e em rotinas administrativas, sem substituir a análise pedagógica dos profissionais. A discussão também abordou riscos e limites do uso de sistemas generativos no ambiente escolar.
A formação foi conduzida com participação de representantes da rede municipal. O relato é relevante por situar a IA em uma etapa da educação que exige cuidados específicos com desenvolvimento infantil, privacidade e proteção de dados.
Não se deve confundir uma oficina de orientação profissional com implantação de tecnologia em sala de aula. A fonte municipal não informa adoção obrigatória de ferramentas, dados de desempenho, número total de participantes ou resultados de avaliação. Também não apresenta evidências de que a atividade tenha melhorado a aprendizagem das crianças.
O caso ilustra uma alternativa inicial para redes públicas: oferecer espaços de reflexão e formação antes de decidir quais tecnologias serão apropriadas para o cotidiano escolar. A avaliação de benefícios e riscos dependerá de critérios pedagógicos, participação dos educadores e acompanhamento posterior.
